terça-feira, 30 de julho de 2013

O amor é adotivo

Versículo do dia: "Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai"  (Romanos 8:15).

Ai gente....Amanhã termina minha licença maternidade. Voltarei ao trabalho. Passou tão rápido! Buááá!
Mas não posso reclamar. Poder ficar esses 4 meses em casa me dedicando a Thalia foi primordial para a criação de vínculo, para a adaptação dela (e nossa, claro) ... Pude me dedicar integralmente a esse novo (louco, divertido, complicado e feliz) momento de nossas vidas! Foi ótimo, mas muito pouco. Queria mais meses...Mas ok! Não vou ficar de mimimi (mais do que já mimimizei kkkk).
Vou procurar postar todos os dias aqui, mesmo no meio da correria... Vou tentar. Mesmo!


Bem, hoje deixo aqui mais um texto do Dr. Sávio Bittencourt. Espero que leiam e aprendam um pouquinho mais sobre adoção.

Desfrutem da leitura.




Há quem cogite longinquamente a possibilidade de adotar uma criança, mas esbarra em contra-indicações socialmente difundidas, oriundas de um profundo preconceito que permeia o tema. As dúvidas que surgem nem sempre são teoricamente complicadas, mas antes passam por pré-concepções tão batidas em nossa vivência cotidiana, por nossos familiares, amigos e pela própria mídia.

O filho adotivo é tão amado como o biológico? É essa a primeira dúvida que surge quando alguém pensa em adotar. Não se deve pensar que é crime ter tal insegurança, já que ela faz parte de nosso ideário social há décadas. Crime é não superá-la, pelo espírito de amor revolucionário que existe em potencial em cada um de nós. Amor divino, que não se submete à lógicas egocêntricas e a determinismos cafonas, fora de época.

O filho adotivo é uma dádiva: um ser que o pai adotivo não poderia nunca ter gerado, por advir biologicamente de outros cromossomos, mas que permite que ele destine a jazida de afeto que estava ociosa em seu peito. Na verdade só os filhos adotivos são amados. Mesmo os filhos biológicos são adotados por seus pais biológicos, quando há amor e cuidado. O psicólogo Luiz Schit- tini Filho costuma dizer que todo filho é biológico e adotivo: biológico porque é o único meio de se vir ao mundo e adotivo por que precisa ser amado, amparado e criado.
Assim, para crescer um segurança emocional todo ser humano precisa ser adotado. Daí inexistir nenhuma distinção entre a filiação biológica e adotiva, em relação ao amor que se sente. O amor é adotivo. Se há amor, é caso de adoção, mesmo que o filho tenha sido gerado pelo pai.



Podemos, então, esquecer completamente o mito da filiação biológica como passaporte garantido para uma relação amorosa entra pais e filhos.
Os abrigos abarrotados de filhos biológicos que não foram adotados por seus genitores são um testemunho trágico de que ter sido gerado por alguém não importa necessariamente na existência de amor. Os adolescentes de classe média, andando de moto e fumando maconha, largados nas cidades por pais desleixados também demonstram o mesmo.


Pois então podemos ser livres para amar o diferente e celebrar os encontros de alma. Não precisamos imitar o que a natureza eventualmente negou. Pode o branco amar o negro e vice-versa, na qualidade ímpar de pai e filho, fazendo das famílias uma dádiva da brasilidade, famílias coloridas e amorosas, que escolheram o amor como elemento de liga. Quem ama adota.

Sávio Bittencourt

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Bjks e fiquem com Deus!

Aline

8 comentários :

Fernanda S. Lucena disse...

Oi Aline, nossa imagino cm vc deve tá tentando trabalhar essa questão de voltar a trabalhar!!!

Independente de ser filho biológico ou adotivo, é o amor que realmente importa! Qts exemplos vemos por aí de filhos biológicos q não se sentem amados...a Thalia tem sorte por ter sido escolhida. O meu post de hj fala sobre um filme onde a personagem principal descobre q é adotada!!!

Ótimo texto!


Bjoooooooooos


muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

jacq teixeira disse...

Oi bom dia
Passo aqui todos os dias e adoro esse blog.
Se puder dar uma passadinha no meu tb eu ficarei muito feliz.
http://casadajacque.blogspot.com.br/
É novo mais um dia chego la.
bjos.

Juliana Leal Valera disse...

Que texto bacana!
Bom retorno ao trabalho, imagino que nao deve ser facil, mas com muito amor tudo fica mais tranquilo.
Beijos

Renata Diniz disse...

Que texto maravilhoso. Gostei muito dos esclarecimentos. Beijo!!

ღღღღ Cici ღღღღ disse...

Ihhh, amiga... acabou a 'moleza', hein! rs
A Thalia ficará onde?
Tenho em mente que, se daqui uns anos, eu me arrepender por não ter filhos, vou entrar pra fila de adoção sem medo de ser feliz.
DNA não é garantia de nada, nem de afeto.
Boa sorte e bom retorno amanhã!!
Bjns
:)

M de Maria Ateliê disse...

Oi Aline,
Puxa...vai ser uma adaptação para as duas.
Mas vai da tudo certo ;)
Lindo texto, família é acima de tudo laços com coração.
Gostei da interpretação de que todo filho e adotado, isso mesmo!
bjs
Bom retorno!

Sheyla - DMulheres disse...

Oi, Aline

Fim de licença e dá uma dor no coração de deixar sua pequena, eu entendo muito bem isso! rsrsr Mas, tudo dará certo. Adorei o texto, lindo e emocionante.
Boa sorte na volta ao trabalho e um beijo na bABY!

Lucinha disse...

Aline,

Na minha opinião, a adoção é um ato de amor ao extremo.
Não só no caso de filhos, mas também quando adotamos alguém como sobrinho, família etc.
Deus me concedeu a graça de ter duas filhas, mas eu convivi com pessoas que tiveram filhos adotivos, e pude presenciar uma amor sem igual.
Lindo post! Abraços.